quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Calvin & Hobbes ж Bill Watterson


Descobri o Calvin no meu livro de Filosofia do 10º ano, se não fosse por ele teria achado esse livro completamente descartável… lol…

Fiquei logo, desde a primeira tira agarrada a esta personagem. Adoro tudo: o aspecto traquina do Calvin, a sua forma de ser completamente insuportável e claro como não podia deixar de ser, o seu urso de peluche, com quem o Calvin consegue ter uma verdadeira relação de amizade.

É fascinante como ele consegue viver no seu mundo, com o Hobbes o seu grande parceiro, a professora uma simples extraterrestre e os pais uma seca… É apaixonado pela Susie, afinal o miúdo que diz que não se importaria de comer hambúrgueres feitos de habitantes de Hamburgo, também tem coração…

Espero que nunca desapareça e que continue a apresentar interpretações fantásticas das coisas simples do dia a dia.




Gradiva

128 páginas


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domingo, 24 de janeiro de 2010

CARNAVAL EM VENEZA λ MICHELLE LOVRIC


A história do Casanova sempre me pareceu interessante e quando descobri este livro, que misturava Veneza, com arte e Casanova, não hesitei em comprá-lo. E mesmo encontrando um Casanova já praticamente na reforma, não me pareceu menos interessante.


Na verdade a história da pintora Cecília Cornaro está dividida em dois volumes com o mesmo nome, onde nos são apresentados os principais homens da sua vida: Casanova e Lord Byron. Foi neste livro que descobri este poeta louco, obscuro e tremendamente egoísta…


Dois homens que não podem ser mais diferentes, mas que fascinam a mesma mulher…



“ Receita do Bolo

de Chocolate de Casanova

Primeiro, precisam dos lábios para o comer.

Lábios de urze púrpura, lábios de dióspiro, lábios como cascas de

tangerina passadas por mel.

E depois, da ocasião para o comer.

A primeira vez que fizerem amor com ela, a última vez que fizerem

amor com ela, uma das vezes intermédias (que sejam muitas, ou,

pelo menos, longas).

Claro que também precisam do vinho doce para o humedecer.

Com a alma de uma garrafa no vosso interior, a língua vê mais claramente.

Isto é verdade, seja de Falerno, Scopolo, Tocaio, Borgonha,

Champanhe rosa, ou aquele giz líquido que fazem em Orvieto. Não

interessa. Até Maraschino da Dalmácia, com canela e açúcar. Ou leite.

Uma vez, eu próprio, de joelhos, suguei do mamilo de uma jovem

mãe em Milão. Nesses tempos, eu tinha dentes.

Onde é que eu ia? Ah, sim, bolo de chocolate.

Depois precisam de uma cama.

Uma cama para se deitarem, onde se alimentem, durmam, na qual

percam as migalhas para lamberem na manhã seguinte.

E uma surpresa é também sempre aceitável.

Uma caixa de rapé com uma mola secreta, uma inesperada escassez

ou exuberância de cabelo, uma fruta conservada apenas para esse

momento, uma virgem amorosa como uma pomba.

Ah, sim, e precisam também de um bolo de chocolate.

Mandem buscar um imediatamente!”



Saída de emergência

Livro I – 318 páginas // Livro II – 255 páginas



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